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Parentologia

Julho 11, 2008

Faz um ano que me tornei tio. Minha irmã e meu cunhado, por mais que morando do outro lado do estado, vêm nos visitando bastante e como marinheiros de primeira ninhada sempre contam um monte sobre a experiência reprodutiva. Por coincidência, na noite anterior à última visita, estava lendo um capítulo ao acaso do Freakonomics (que livro fantástico!) sobre o Parentologia, ou como a literatura pueril é não apenas diversificada como contraditória. Ou seja, deu papo.

A preocupação dos pais em relação aos filhos é um sentindo natural, claro, mas tão humanamente ingênuo que existe um gênero literário que deita e rola cagando regras sobre os coitados dos pais. Enquanto uns falam que a criança deve dormir assim, outro fala assado. Tomar leite pode e não pode, mudar de escola ou não..Enfim, decisões que só a experiencia pode na verdade ditar. Mas a experiência sob olhar inteligente tem outro nome: estatística!

O capítulo inicia falando sobre medos, como funcionam etc, mas a questão proposta logo de cara é tão simples que vou aqui transcrever: supondo que você tenha um filho e dois de seus amigos, vizinhos, brincam com ele todo santo dia. Até que você descobre que o pai de um possui arma em casa, digamos um 38 (como dizem os Racionais MC, “ele ganhou um brinquedo, era de ferro..”)! Puxa, que foda, a partir de agora você determina que seu filho só brinque na casa do segundo, afinal lá tem uma piscina, mas não uma arma.

Você agiu corretamente? Segundo as estatísticas, não. Afinal, anualmente morrem mais crianças afogadas do que acidentalmente vítimas de arma de fogo.

Math rules.

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